Há quase 500 anos, a saudação em tupi de Anchieta resume o que a educação tem de mais essencial: ensinar e abençoar.
Tupã omogaraiba, yawé ara catú omenê peeme”: que Deus vos abençoe e vos dê também tempos felizes. Com essa saudação em tupi atribuída a São José de Anchieta, primeiro professor do Brasil, celebramos e parabenizamos nossos professores e professoras!
Aos 14 anos, o jovem José de Anchieta deixou Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, rumo a Portugal para estudar no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra, uma das instituições mais prestigiadas da Europa. Naquele ambiente rigoroso, de formação cristã e intelectual, recebeu sólida formação humanística e literária, aprofundou-se no grego e no latim e tornou-se hábil com as palavras e com a escrita. Pela voz doce, suave e melodiosa, ganhou ali o apelido de “Canário de Coimbra”.
Estávamos diante da formação do evangelizador, missionário e primeiro professor do Brasil.
Professor, catequista e missionário jesuíta, Anchieta foi um dos pioneiros da educação e da literatura no Brasil colonial. A história lhe confere o título de Primeiro Professor do Brasil: escreveu poemas e peças teatrais voltados à catequese (literatura formativa) e registrou também a Mata Atlântica, a fauna, a flora, em especial as plantas medicinais, além da geografia, do clima e dos costumes das sociedades que aqui existiam (literatura informativa).
Legado tão profundo que, desde a criação da Academia Brasileira de Letras, em 1897, São José de Anchieta foi escolhido pelos fundadores como patrono da cadeira nº 1, cujo primeiro imortal foi Luís Murat (1861-1929), em homenagem às origens da literatura nacional.

Em Anchieta, ciência, letras e fé caminharam de mãos dadas. Que os professores e as professoras que formam o Brasil hoje encontrem nele inspiração e intercessão.