O Santuário Nacional de São José de Anchieta viveu, no dia 6 de outubro, um momento de fé e memória: a Entrega Solene da Relíquia de Primeiro Grau do padroeiro à Diocese de Paulo Afonso, na Bahia. A relíquia — um fragmento do próprio corpo do santo — foi destinada à Igreja de São José de Anchieta, no bairro Jardim Bahia, em Paulo Afonso, e é um testemunho material da vida do Apóstolo do Brasil, um vínculo direto com a história e com a herança jesuíta que sustenta esta casa.
A entrega ocorre dentro de um contexto histórico especial: a Diocese de Paulo Afonso celebra, neste ano, os 55 anos de sua criação e vive o Ano Jubilar, que se encerra em dezembro. A chegada da relíquia marca a devoção ao santo em mais uma região do país, somando-se às peregrinações da imagem e da relíquia de Anchieta que percorrem diversas cidades brasileiras e à presença do Santuário em Roma, evidenciando uma devoção que ultrapassa fronteiras.

Uma relíquia de primeiro grau não é simplesmente um fragmento de um santo. É um sinal concreto de uma vida entregue inteiramente a Deus — e, para a comunidade de Paulo Afonso, um chamado à santidade, à missão e à entrega generosa. A história entre a comunidade baiana e o santo, porém, é antiga: foi em 1985 que tudo começou, e em 1989 que o então bispo Dom Jackson perguntou qual nome seria dado ao padroeiro da nova igreja. A resposta de um senhor piedoso — “São José de Anchieta” — foi acolhida pelo bispo, e a igreja foi abençoada em seguida, com a participação de Dom Mário Zaneta e do então cardeal de São Salvador da Bahia, Dom Lucas Moreira Neves. Hoje, aquela igreja vive um novo capítulo de sua história: São José, que chegou primeiro pelo nome, chega agora também pela relíquia.
“A entrega desta relíquia é um marco na construção devocional a São José de Anchieta no Brasil. Do Santuário Nacional, a presença do Apóstolo do Brasil se estende agora à Diocese de Paulo Afonso, unindo o povo de Deus à memória daquele que entregou a vida inteiramente à missão. Que todos os que se aproximarem desta relíquia encontrem nela um convite à santidade e à entrega generosa a Deus.
A fala registrada pelo Pe. Jorge Mário, em nome do bispo diocesano Dom Guido Zendron e do pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Pe. Marcílio Reis, expressa a gratidão de toda a diocese:
“Que a presença desta relíquia lá em nossa diocese possa também entre nós nos ajudar a conhecer, a amar e a imitar ainda mais as virtudes de São José de Anchieta. Que ele possa interceder por nossa diocese… Que São José interceda por nossas comunidades, por nossas famílias e, de modo especial, por todos aqueles que passarão pela Igreja São José de Anchieta em Paulo Afonso em busca de um encontro com Deus.”
O agradecimento da diocese se dirige, com especial carinho, ao reitor do Santuário Nacional, Pe. Resende, por acolher o pedido e tornar possível que a relíquia chegasse à Bahia, e a Fabrício, pelo intermédio, dedicação e disponibilidade — gestos fundamentais para que o momento se tornasse realidade. “Deus lhes pague por cada gesto, cada contato e cada esforço realizado”, registra a diocese. “São José de Anchieta, que um dia caminhou estas terras anunciando o Evangelho, agora permanece entre nós de uma maneira tão especial. A santidade é possível, e uma vida inteiramente entregue a Deus jamais deixa de produzir frutos.”
A relíquia será acolhida pela comunidade de Paulo Afonso como chamado à evangelização e à entrega generosa, permanecendo como presença viva do padroeiro entre os fiéis que buscam um encontro com Deus.