O dia foi escolhido para homenagear a criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (1816 – 1822), fundada no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1816, por D. João VI (1767 – 1826), representando um marco significativo no desenvolvimento e institucionalização do ensino artístico no Brasil. Um esforço pioneiro objetivando mesclar ciência, arte e técnica, diante de um mundo contemporâneo repleto de transformações econômicas, políticas, sociais e culturais, que exigiam adequações ao novo momento histórico e, sobretudo, pensando nas necessidades internas, como a formação de profissionais qualificados.
A inauguração oficial, devido aos impasses políticos e pela ausência de um local próprio, aconteceu somente no ano de 1826, já durante o Brasil Império e renomeada para Academia Imperial de Belas Artes (AIBA – 1826 – 1889), teve sua sede projetada pelo arquiteto francês Grandjean Montigny (1776 – 1850). Tornou-se o epicentro do neoclassicismo no Brasil.
Nos primórdios da República, no dia 08 de novembro de 1890, adotou oficialmente o nome de Escola Nacional de Belas Artes (1890 – 1965/75), em mais um momento delicado de mudanças, renovações e permanências no qual a jovem nação estava inserida. Nesse momento, as influências são, em grande medida, da École des Beaux – Arts (termo que se refere às diversas escolas de arte na França, sendo o mais famosa e importante, a Escola Nacional Supeior de Belas Artes, em Paris). Neste momento, mudou-se para um suntuoso palácio eclético na Avenida Central (atual Avenida Rio Branco)
Desde 1931, a escola foi integrada à recém criada Universidade do Rio de Janeiro (em 1965 renomeada para Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) e transferida para o campus da Ilha do Fundão como: Escola de Belas Arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1965 – ). A antiga sede histórica, no centro do Rio de Janeiro, abriga atualmente o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).
No Santuário Nacional de São José de Anchieta é possível encontrar, dentre tantos elementos e estilos artísticos, destacamos as características da cultura clássica (cultura greco – romana), presente na arquitetura renascentista (maneirista) da Igreja dedicada à Nossa Senhora da Assunção em Reritiba em 1579 (atual município de Anchieta – ES).
Diferentemente da exuberância do modelo italiano, no Brasil, o maneirismo adaptou-se à realidade colonial, através de uma arquitetura denominada “Arquitetura Chã”, de feição austera (sem excessos decorativos), severa (planta longitudinal longas e profundas, além das colunas toscanas) e geométrica (composição baseada em figuras simples: quadrados, retângulos e triângulos).
Venha conhecer esta obra de arte que irá completar 447 anos no próximo dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção, fundada por São José de Anchieta e seus irmãos jesuítas.