Celebrado em 1º de janeiro, o Dia Mundial da Paz nos convida a refletir sobre a paz não apenas como ausência de conflitos, mas como um compromisso permanente com o diálogo, a justiça e a dignidade humana. Essa reflexão encontra profunda sintonia com a trajetória de São José de Anchieta, figura central da história do Espírito Santo e do Brasil.
O Dia Mundial da Paz possui origens e datas distintas. Pela Igreja Católica, a celebração acontece no dia 1º de janeiro, proposta instituída durante o pontificado do Papa Paulo VI (1897–1978), com a primeira comemoração realizada em 1º de janeiro de 1968. O objetivo central sempre foi promover a dignidade humana, a solidariedade entre os povos e a cessação dos conflitos que devastam milhões de vidas ao redor do mundo. O desejo do Papa Paulo VI era que essa celebração fosse uma iniciativa de todos os povos e de todas as crenças, reforçando o caráter universal da paz.
Já no âmbito internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu sua própria referência para o Dia da Paz. Inicialmente celebrado na terceira segunda-feira do mês de setembro, em 2001, a ONU aprovou, de forma unânime, o dia 21 de setembro como o Dia Internacional da Paz, reforçando o compromisso global com a não violência e a resolução pacífica dos conflitos.
Ao longo das décadas, a Igreja mantém viva essa reflexão por meio das mensagens anuais dos Papas, que escolhem temas específicos para iluminar os desafios contemporâneos da humanidade. Na terça-feira, 26 de agosto, o Papa Leão XIV, juntamente com o Dicastério da Cúria Romana, escolheu o tema para o 59º Dia Mundial da Paz de 2026:
“A paz esteja com todos vós: rumo a uma paz desarmada e desarmante.”
Como destacou o Santo Padre:
“Esta é a paz de Cristo Ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, que é humilde e perseverante. E que vem de Deus, do Deus que nos ama a todos incondicionalmente.”
É justamente nessa perspectiva que a vida e a missão de São José de Anchieta se tornam atuais e inspiradoras. Missionário, educador e mediador cultural, Anchieta viveu em um tempo marcado por conflitos entre colonizadores, povos indígenas e interesses políticos diversos. Ainda assim, sua atuação foi orientada pela educação, pela escuta, pelo diálogo e pela busca da convivência entre diferentes culturas. Por meio da palavra, da catequese, do teatro e do cuidado pastoral, ele trabalhou para construir pontes onde havia rupturas, mostrando que a paz se constrói com perseverança e amor ao próximo.
A paz vivida e testemunhada por São José de Anchieta não era passiva, mas ativa: manifestava-se no serviço, na valorização da vida comunitária e no compromisso com o bem comum. Seu legado nos recorda que não há paz verdadeira sem diálogo, sem justiça e sem educação, valores que continuam essenciais nos dias de hoje.
Neste Dia Mundial da Paz, ao recordarmos São José de Anchieta, somos convidados a renovar nosso compromisso com uma paz que nasce no coração humano, se fortalece nas relações e se concretiza em atitudes de fraternidade, respeito e esperança.
🕊️ O Santuário Nacional de São José de Anchieta deseja a todos e todas um feliz e próspero Ano Novo!