O Santuário Nacional de São José de Anchieta saiu de um fórum de turismo com um objetivo claro: ousar pensar grande, como pensava o próprio José de Anchieta, homem que enxergava dez anos à frente do seu tempo. A afirmação é do padre Resende, que nesta semana celebrou o encontro entre as instituições.
O desenvolvimento do turismo religioso no Espírito Santo foi o tema central do 1º Fórum da Região Sudeste de Turismo Religioso (Forsetur), evento inédito realizado em Vitória entre os dias 11 e 13 de agosto. O encontro reuniu gestores públicos, lideranças religiosas, pesquisadores, especialistas e integrantes do trade turístico dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo para debater estratégias de qualificação e expansão do segmento.
Segundo o padre, a comunicação com a Secretaria de Turismo de Anchieta é harmoniosa, e a parceria conta com o empenho do secretário municipal Caio Mozer e do prefeito Léo Portuguê. “Estamos muito animados e estamos dando o nosso melhor. Contamos com a parceria do Estado”, afirmou.
Próximo passo: Aparecida
Daqui a duas semanas, no dia 24, a equipe do Santuário estará em Aparecida em reunião com o reitor do Santuário Nacional de Aparecida. O objetivo é estreitar a comunicação entre os dois únicos santuários nacionais do Brasil. “Queremos estreitar essa comunicação com eles, aprender com eles”, disse o padre. “Neste dia, nesse fórum, aprendemos muita coisa.”
A disposição encontrou resposta imediata. O secretário Luciano Machado reforçou a urgência do planejamento: “Padre, a gente precisa reunir o mais rapidamente possível. Isso tudo tem que ser bem planejado de um ano para o outro, e a gente vai fazer com que isso se fortaleça. Precisamos recuperar o tempo que perdemos, acelerando todos os procedimentos.”
A lição de Santo Inácio
Para sustentar o ânimo, o padre recorreu à espiritualidade inaciana. Ao ler a vida de São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola interrompeu a leitura e se perguntou: “Se Francisco pôde, por que eu não posso?” Aplicando a pergunta à realidade local, o reitor concluiu: “Se tal cidade pôde, por que nós não? Temos um potencial muito grande.”
O movimento coloca Anchieta diante de uma janela concreta: fortalecer o turismo religioso — um dos pilares do Santuário — em articulação com o desenvolvimento econômico da cidade e do Estado, com planejamento de médio e longo prazo.